Grupo de Estudos do Gênero Canção - UFSC

Artigos

Colocando fermento pra massa: possibilidades de trabalho com a criticidade e a alteridade através do gênero canção

Resumo Alinhado aos estudos dialógicos do discurso e à pedagogia crítica, este trabalho salienta que os documentos oficiais norteadores do ensino de linguagens têm como premissa que a consciência crítica é algo latente na formação humana do estudante, mas desconsideram que ultrapassar a ponte da ingenuidade para a criticidade demanda exercício contínuo no olhar sobre os discursos que circulam em todas as esferas, não só a escolar. Como forma de trazer subsídios para repensar essa questão, buscamos respaldar uma prática educativa comprometida com o desenvolvimento da criticidade discente através de um olhar alteritário sobre o enunciado. Para tanto, neste artigo, trazemos a elucidação de alguns conceitos atinentes ao escopo desta pesquisa, apresentamos a análise de uma canção à luz do Tetragrama de análise multissemiótica de canções do grupo GECAN/ NELA-UFSC e, por último, sugerimos uma prática educativa que envolva criticidade e alteridade por meio da canção analisada. Acessar artigo

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Esfera Artístico-Literária: a canção na literatura

Resumo: Este trabalho apresenta uma proposta de atividades e de análise para a metodologia de ensino e de aprendizagem da língua quanto aos gêneros da esfera artístico-literária, ao problematizar a vida e a cultura local para a possibilidade de acesso à cultura global nas interações humanas (VYGOTSKY, 2009; BAKHTIN, 1997, 2006). Tal ressignificação metodológica tem como objetivo possibilitar a ampliação do conhecimento científico relacionado à língua portuguesa ao problematizar a relevância de ressignificações nas orientações no que tange aos espaços para a esfera literária e propor uma análise multissemiótica com o gênero canção a partir de poemas, apresentando o tetragrama do Grupo de Estudos da Canção (GECAN) / UFSC (BALTAR et al, 2007, 2019, 2023). Palavras-chave: esfera artístico-literária; canção; tetragrama. Acessar atigo

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Sujeitos de sorte: elos de resistência em canções de Belchior e Emicida

Resumo: Considerando que as canções são potentes para a memória social por documentarem momentos culturais, históricos e políticos, nosso objetivo é identificar intersecções entre a Ditadura Militar no Brasil e a polarização política intensificada a partir dos anos 2010, no país, via análise contrastiva das canções Sujeito de Sorte (Belchior, 1976) e AmarElo (Emicida, 2019). Ancoramo-nos em Napolitano (2002) e o documento canção; e em Bakhtin ([1979] 1997) e os gêneros do discurso. Na compreensão de aspectos constituintes do gênero/documento canção, adotamos a análise multissemiótica (Baltar et al, 2023). Nossas conclusões apontam a crescente receptividade de Belchior a partir dos anos 2010 e o elo de resistência entre os Anos de Chumbo e a contemporaneidade brasileira em seu diálogo com Emicida. Palavras-chave: Canção, Análise Multissemiótica, Resistência, Sujeito de Sorte, AmarElo. Acessar artigo

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Canção de resistência: reflexões para o ensino-aprendizagem de língua portuguesa no ensino médio

Resumo: Este artigo apresenta reflexões oriundas do legado que nos deixou Paulo Freire e de estudos discursivos em Linguística Aplicada, nos quais nos embasamos para a elaboração de uma prática educativa orientada para uma turma de 1º ano do ensino médio. O quadro teórico no qual nos embasamos, tanto para nossas reflexões, quanto para a elaboração de nossa prática educativa, tem como principais referenciais a pedagogia crítica de Freire (1987, 2021), os estudos enunciativistas de Bakhtin (1997), a Análise Crítica de Gênero (ACD) e o trabalho realizado pelo Grupo de Estudos sobre a Canção (GECAN), como um gênero discursivo multissemiótico. A proposta da prática educativa em sala de aula seguiu os princípios metodológicos da pesquisa-ação: problematização, ação, reflexão, ação, transformação. Para isso utilizamos seis canções, às quais denominamos canções de resistência. Em relação aos resultados, neste artigo apresentamos apenas um resultado parcial, uma vez que o nosso estudo ainda não foi concluído. Palavras-chave: Canção; Canção de resistência; Opressão; Linguagem; Ensino-aprendizagem de língua. Acessar artigo

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Análise do álbum “Meus caros amigos” como um hipergênero

Resumo: Este artigo tem por objetivo apresentar uma análise do álbum Meus caros amigos de Chico Buarque, lançado em 1976, compreendendo-o como um hipergênero, ou seja, o projeto de dizer realizado no álbum está imbricado na sua relação com cada um dos gêneros que o compõem. Para tanto, buscou-se ancoragem teórica no dialogismo bakhtiniano para o conceito de gênero do discurso e de autoria, procurando dialogar com a noção de hipergênero. Para análise das canções, adotou-se como recurso metodológico o Tetragrama de análise multissemiótica da canção proposto pelo Grupo de Estudos da Canção (GECAN). Observou-se que o projeto de dizer expressa uma unidade de sentido ligada ao conjunto de gêneros que compõem o álbum (hipergênero). Muitas das canções de Meus caros amigos fizeram parte da trilha sonora de filmes e peças teatrais, e refletem o Brasil da década de 1970, entretanto, suas temáticas ainda estão bastante presentes na atualidade. Palavras-chave: Hipergênero, Gênero canção, Meus caros amigos, Tetragrama, Análise multissemiótica. Acessar artigo

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A canção e a construção do inédito viável: alternativas para o trabalho com a linguagem na escola

Resumo: Entendendo a escola como um espaço propício para debater questões sociais e pensar alternativas para o que deve ser mudado socialmente, neste artigo é apresentada uma proposta de prática educativa com práticas de linguagem envolvendo as canções Homem na estrada e Vilarejo. Como referencial teórico, apoia-se em Paulo Freire para discutir acerca de inédito viável, situações-limite e prática educativa, e em Bakhtin para discorrer sobre gêneros do discurso. Os autores baseiam-se na Base Nacional Comum Curricular para posicionar a proposta no que o documento prevê para o ensino de Língua Portuguesa no Ensino Médio. Para análise das canções, utilizou-se o Tetragrama de análise multissemiótica da canção proposto pelo Grupo de Estudos da Canção. As atividades e problematizações apresentadas são caminhos possíveis para balizar a prática educativa com o gênero canção integrando as práticas de linguagem: leitura/escuta, produção de textos (orais e escritos), oralidade e análise linguística/semiótica. Palavras-chave: análise multissemiótica, gênero canção, prática educativa, práticas de linguagem Acessar Artigo

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No soar do tambor: carimbó em prática educativa

Resumo: Inserida no campo da Linguística Aplicada, ancorada nos estudos dialógicos da linguagem e na Pedagogia Crítica, essa pesquisa traz como resultado uma proposição de uma prática educativa flexível para o processo de ensino-aprendizagem do componente curricular Língua Portuguesa na Educação Básica. Trata-se de uma proposta de prática educativa com a canção Tambor do nortede Dona Onete, cuja abordagem associa as características da canção, compreendida como gênero multissemiótico da esfera artístico-cultural, ao ensino-aprendizagem de línguas. Seguindo os caminhos freirianos, da defesa da prática educativa como libertadora e substancialmente esperançosa, a proposta sugerida visa ao diálogo e às trocas de saberes entre professores e estudantes para a efetivação de conhecimentos diversos, em especial a compreensão de identidade e cultura regional.A canção trabalhada apresenta a união das culturas indígena e negra e um som peculiar de uma das manifestações culturais do norte do Brasil, o carimbó. Como recurso metodológico, orientador da prática educativa, foi adotado o Tetragrama de análise multissemiótica da cançãoproposto pelo Grupo de Estudos da Canção (GECAN/NELA/UFSC). Palavras-chave: Gênero canção; Carimbó; Prática educativa; Língua portuguesa. Acessar Artigo

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Práticas educativas dialógicas com análise multissemiótica de canções de denúncia

Neste artigo, seguindo a pedagogia crítica, fundamentados em abordagens enunciativista e interacionista dos estudos da linguagem, consideramos a canção um gênero discursivo multissemiótico. As canções de denúncia, com enunciados completos, complexos, conforme Círculo Bakhtin, saturadas de ideologias, memórias sociais, podem mobilizar interações discursivas multissemióticas, intergenéricas, multiculturais, cronotópicas nas práticas educacionais dialógicas de ensino-aprendizagem de línguas. Na metodologia de negociação consensual, professores e alunos escolhem canções como objetos de conhecimento, participam da escuta, leitura, análise e produção de textos. O tetragrama de análise multissemiótica da canção, elaborado pelo Grupo de Estudos da Canção, rege a análise. Resultados parciais com essas práticas educativas indicam que, além de fortalecer os estudantes para o uso consciente das linguagens, é possível orientar pessoas para a autonomia social, com pensamento crítico, para aprender a ler o mundo como um mundo historicamente constituído, com esperança, tolerância, para promover ética e sensibilidade estética nas aulas de língua portuguesa. Acessar Artigo

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Reflexões sobre o espaço da canção nos documentos parametrizados nacionais para o Ensino Fundamental

O presente estudo tem como objetivo problematizar as orientações para o trabalho com a canção, como gênero multissemiótico, nos documentos parametrizadores de Língua Portuguesa destinados ao sexto e ao sétimo anos do Ensino Fundamental, em contexto nacional. Para tanto, esta pesquisa fundamenta-se na concepção marxista de formação integral do ser humano, que norteia os mencionados documentos oficiais, e associando-a aos estudos sobre canção em Tatit (1997; 2003) e em Baltar et al. (2019). A partir destes norteamentos, buscaremos responder às seguintes perguntas: i) Como se relacionam as propostas de ensino e aprendizagem da canção nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998) e na Base Nacional Comum Curricular (2018)? ii) Como se materializam as propostas de trabalho com a canção em livros didáticos aprovados pelo Plano Nacional do Livro Didático de 2020? Considera-se que, a partir do presente trabalho, é possível contribuir para a reflexão dos profissionais da grande área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, em particular os de Letras que trabalham a canção na escola, além de fomentar a existência de novas pesquisas, possivelmente interdisciplinares, sobre a canção como objeto de conhecimento. Acessar Artigo

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A literatura, as canções e a humanização das práticas sociais no ensino da língua escrita

A análise de canções “Vai Vir Ar” e “Cálice” compara representações de mundo, relações de poder político e sociais, historicidades, alteridade dialógica e identidades inerentes à época das composições, possíveis de recuperar por meio da música e da poesia. Ensinar língua através das canções de protesto torna possível potencializar nos estudantes conhecimentos historicamente constituídos e construídos para perceber efeitos discursivos e ideológicos de silenciamento, de opressão, de dominação, de violência, formando pessoas para atuar na humanização das práticas sociais. Acessar Artigo

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